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Logística Lean : entendendo um pouco mais de Logística Enxuta

17/7/2013

O termo lean (traduzido em português como enxuto) vem sendo cada vez mais utilizado na gestão dos processos das grandes empresas. O objetivo deste artigo é discutir sobre Logística Enxuta, esta novidade que está dominando o mercado mundial, e suas possibilidades de aplicação.

Para entender a atualidade, precisamos voltar um pouco na história. No fim do século XIX e início do século XX, as idéias de Henry Ford e Frederick Taylor revolucionaram a indústria. Seus métodos giravam em torno de ganho de produtividade, quase sempre gerando ganhos de escala. Ou seja, produzir muito significava custos unitários cada vez menores. Porém, este paradigma foi mudando na segunda metade do século XX, sob grande influência dos japoneses. O estoque, que antes era motivo de orgulho para o gestor da fábrica, passou a significar custo. E o custo de manter estoque foi progressivamente entrando na conta das grandes empresas. Começavam a surgir os princípios da Logística Enxuta.

A Logística Enxuta une três conceitos:

- Princípios da Manufatura Enxuta (oferecer o que o cliente quer, onde ele quer e exatamente quando ele quer, agregando soluções continuamente);

- Estoque é custo;

- Lucratividade como objetivo. Lucratividade é a relação entre o lucro e o esforço para obtê-lo. Este esforço pode ser financeiro ou não.

Para uma empresa conseguir implementar conceitos lean em seus processos logísticos, deve atacar três frentes, que não são mutuamente excludentes: melhoria nos processos (neste quesito também entra a possibilidade de inovação, como “thinking outside the box”, ou em português “pensar fora da caixa”), redução de estoque e sincronização dos processos. Para reduzir o estoque entre os processos internos de uma fábrica ou entre os elos da cadeia de suprimentos, é essencial que estejam em sincronia. Senão, a redução do estoque pode gerar falta do produto, e o custo da falta geralmente é altíssimo. Vamos exemplificar duas situações que as empresas utilizaram conceitos de Logística Enxuta.

Um PSL (Prestador de Serviços Logísticos) Internacional é responsável pela distribuição de uma grande empresa de fast food. Os produtos transportados diferem em três classes de temperatura: congelados, refrigerados e temperatura ambiente. O planejamento logístico da empresa sempre levava em consideração a utilização de um tipo de caminhão específico para cada temperatura. A grande modificação desta PSL foi o investimento em um novo tipo de caminhão que possuísse três compartimentos adaptados para cada temperatura. A parte da frente da carreta é congelada a -25°C, o meio é resfriado entre -4 e -1°C e a traseira leva carga seca em temperatura ambiente. Assim, cada filial do fast food poderia ser abastecida apenas por um caminhão, facilitando a programação da distribuição e reduzindo a probabilidade de uma filial ficar sem produtos de uma classe de temperatura específica. A solução foi inovadora, necessitou de investimento, mas reduziu o custo logístico para operação.

O outro exemplo é de uma grande empresa siderúrgica, que possui várias unidades operacionais no país, com diversos equipamentos. Todos esses equipamentos necessitam de manutenção, envolvendo itens de MRO (Maintenance, repair, and operations). São diversos itens, de parafusos a motores contínuos, com uma demanda altamente probabilística, cuja falta do estoque pode significar equipamento parado. Cada fábrica possuía então seu estoque de MRO. A grande modificação da empresa foi o investimento em um Centro de Distribuição de MRO, geograficamente bem localizado, que centralizasse todos esses estoques. Assim, o estoque total de MRO (descentralizado e dimensionado por fábrica) foi reduzido drasticamente, gerando redução do custo de armazenagem para empresa.

Juliano Farrario

Fonte: Visagio Consultoria

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